domingo, 9 de junho de 2013

Minhas Experiências de Leitura


 Iniciei no mundo da leitura aos cinco anos, sempre tive contato com: livros, cadernos, revistas e gibis. Eu os folheava com atenção, buscando ler cada figura que era geralmente rodeada por centenas de letrinhas.  A ordem e o agrupamento dessas letrinhas, para mim, não tinha nenhuma importância, pois lia a imagem e entendia do que se tratava.
Até que chegou um dia em que essas letrinhas começaram me intrigar e passei a assediar minha irmã, então com doze anos, querendo que ela dissesse o que estava escrito e ela com toda aquela paciência dos seus doze anos, lia.  Como eu exigia cada vez mais e mais, acabamos brigando e recorri a minha mãe que lia para mim e, talvez por conta dos seus afazeres domésticos, achou mais fácil me ensinar algumas palavras e agrupamentos de palavras e seus significados. Quando eu tinha alguma dúvida recorria a ela e é bem verdade que voltei a recorrer algumas vezes a minha irmã.
Assim comecei a ler gibis e lia para mim, para minha mãe, para meu gato, para meu cachorro, este último, demonstrava muita atenção! Minha mãe me corrigia nas palavras lidas erradas e assim segui lendo.
A cada ida à feira eu voltada com um saco de biscoitos e um gibi, pois passávamos na banca de jornal e a cada semana eu escolhia um gibi diferente: Pato Donald, Mickey ou do Tio Patinhas. Eu vinha pulando de alegria e não via a hora de chegar em casa, onde meu sofá me aguardava. Pura alegria! Passava as tardes lendo, às vezes lia seis vezes o mesmo gibi, apesar de minha coleção aumentar a cada dia.
Naquela época eu morava no Tatuapé e pertinho de casa havia uma escola do SESI mais precisamente na Rua Itapura, onde minha mãe me matriculou. Não tive problemas na escola porque já sabia ler e escrever e tirava notas boas. Minha primeira professora, Áurea, sempre me premiava com livros, e eu adorava!
Também no ginásio lia muito, pois a minha professora Leonor fazia uma lista de livros (Machado de Assis, José de Alencar Monteiro Lobato etc.) e tínhamos que fazer resumos, fichamento dos livros, porém, eu não gostava de fazer leitura em voz alta porque sentia muita vergonha.   Já no colegial, passei a ler mais e agora temas bem diferentes porque a biblioteca da minha escola era excelente (E.E. N.Sra. da Penha) e podíamos levar os livros para casa, além de frequentarmos a biblioteca do Tatuapé, da Penha e até mesmo a do Clube do Corinthians, para pesquisar trabalhos de escola.
                                                                               Elizabeth da S. Soares                                                                                                                                                                        

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